19.3.12

Estou cansada de ti.
Sim, de ti!
A dor já não te serve de alimento
Precisas de lágrimas, de gritos de raiva
É o teu alento.
Admite!
Não saber fazer as pessoas sorrir,
Quanto mais rir...
Desiste!
Já não te quero mais.
Pára de travar o sol
E esconder a lua
Pára de pintar as paredes do meu quarto de negro
E pensar que ainda sou tua.
Já sais nos jornais
Estás a ficar conhecida até demais
Por isso vai-te embora
Vai para outro cais!
Vai sem demora
Que o comboio da vida não espera
E descansa que ainda nos haveremos de encontrar
Pois afinal vivemos numa esfera.
Mas por enquanto
Sinto-te e digo-te
Sozinha neste banco
Mais forças já não tenho
Deixa-me ficar no meio do rebanho.
Sim, isso! Quero despedir-me de ti
E dizer-te que tal crueldade nesta vida vi
Mas sabes,
Nunca mais te quero sentir
Porque ninguém é alguém sem sorrir.
Vai-te, ó!
Tu que não tens dó
Segue o rumo do vento
Que eu estou farta deste sentimento.
Vai e segue sem os teus
Até um dia distância...
Adeus, adeus!

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