26.2.12


dá-me a mão e leva-me a ver o pôr-do-sol em frente ao mar das emoções
sabes, ainda é inverno; o mar ainda está alto, as ondas ainda batem nas rochas como tu entras no meu coração, fortes e prontas para marcar a areia. vivem no mar como tu vives em mim: vão e vêm sempre que lhes apetece, umas vezes mais fracas, outras mais resistentes, umas vezes com cheiro a memória, outras com sentimentos recentes.
um dia ainda hei-de perceber porque não se deixam ficar por aqui em vez de andarem inquietas e saltitantes de pseudo-felicidade pelo meio do nada, mesmo quando sabem que só o fazem para não quebrar a rotina. um dia  hei-de ser capaz de me tornar egoísta durante o tempo que demorar pedir-vos para ficar. será que não se cansam de irem para onde o mar vos levar? porque não serem vós a escolher o destino uma única vez na vida? oh ondas, minhas ondas... aproveitem os dias de sol para fugir. não serão consideradas cobardes, apenas se reafirmarão livres como os pássaros que voam por cima de vós, porque nem mesmo o Senhor Mar pode prender-vos para sempre, assim como o Senhor Medo não pode assustar-nos eternamente.
de volta ao mar das emoções,

madeleine

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